MUNDIAL DE CLUBES FIFA [3ª Parte]

Na 3ª parte, começaremos a falar dos campeões, década a década. Neste post, 60 a 69.

Os títulos desta década dividiram-se em 6 clubes: Real Madrid, Peñarol, Santos, Internazionale, Racing, Estudiantes e Milan.

O grande Real Madrid de Santamaría, Di Stéfano, Puskas, Gento e o brasileiro Canário, era o atual penta-campeão da Liga dos Campeões (que se chamava Copa dos Campeões da Europa) e coroou este ciclo vencendo o uruguaio Peñarol (campeão da recém criada Libertadores de América) no dia 4 de setembro, no Santiago Bernabeu, em Madrid, pelo elástico placar de 5x1. O primeiro jogo, no Centenário, em Montevidéu, houve empate de 0x0.

O que chama a atenção na partida decisiva é que o clube Merengue ganhava de 3x0 antes dos 10 minutos iniciais, com dois gols do húngaro Ferenc Puskás (apelidado de Major Galopante, por ser Major do exército) e um do La Saeta Rubia Alfredi Di Stefano. O gol do Peñarol foi do equatoriano Alberto Spencer, que é atualmente o maior artilheiro da história da competição sul-americana.

No ano seguinte, o bi-campeão da Libertadores, Peñarol, redimiu-se ao vencer o Benfica de Eusébio, Águas, Mendes, Coluna e Cavém e do técnico Béla Guttmann.

Os Encarnados venceram a 1ª partida em 4/9/61, no Estádio da Luz, com gol de Coluna. Na partida de volta, em 17/9/61, os Aurinegros venceram e convenceram com uma goleada de 5x0, com gols de Sasía (de pênalti), Joya e Spencer (duas vezes, cada). Como o critério de desempate era uma partida-desempate, as duas equipes voltaram a se enfrentar em 19/9/61 no mesmo Centenário e, com mais dois gols de Sasía (e um de Eusébio para o Benfica), o Peñarol sagraria-se campeão mundial de 61.

Em 62 e 63 o Santos tornou-se no primeiro Bi-Campeão Mundial, ao vencer o Benfica e o Milan. O 1º título veio com duas vitórias: 3x2 no Maracanã (gols de Pelé, duas vezes, e Coutinho pelo Santos e Santana, duas vezes, pelo Benfica) e 5x2 em pleno Estádio da Luz (Eusébio e Santana para o Benfica e Coutinho, Pepe e Pelé, três vezes, para o Santos). O Bi veio após o dificílimo duelo contra o Rossonero. Em San Siro, 4x2 para o Milan (Trapattoni, Mora e Amarildo – o Furacão da Copa de 62 – duas vezes e Pelé, duas vezes, para o Santos), 4x2 para o Santos no Maracanã (Pepe, duas vezes, Almir e Lima para o Santos e Mazzola (o brasileiro) e Mora para o Milan) e, na partida-desempate, também no Maracanã, 1x0, com gol de pênalti de Dalmo.

Em 64 e 65, novo Bi-Campeão Mundial, Internazionale de Milão, ao vencer nas duas ocasiões o argentino Independiente. Em 64 foram 3 partidas. 1x0 para os argentinos em La Doble Visera (Avellaneda), com gol de Rodríguez; 2x0 pra Inter, em Milão, com gols de Mazzola (o italiano) e Corso; 1x0, na partida-desempate no Santiago Bernabeu, com gol de Corso, na prorrogação. Em 65 foi mais tranqüilo. 3x0 no San Siro, com gols de Peiró e Mazzola, duas vezes e, 0x0, na Argentina, no La Doble Visera. Destaque da Inter nesta conquista foi o brasileiro Jair da Costa, ex-Portuguesa e Santos.

Em 1966 veio a revanche do Peñarol sobre o Real Madrid. Duplo 2x0, em Montevidéu, com dois gols de Spencer e no Santiago Bernabeu, com mais um de Spencer e Pedro Rocha, futuro jogador do São Paulo. No time uruguaio figuravam Mazurkiewicz, Varela, Pedro Rocha, Spencer e Joya, além do técnico Roque Máspoli, goleiro da seleção uruguaia na Copa do mundo de 50. No time madrilenho, Gento era o único remanescente daquele grande time do início da década.

Em 67, a disputa foi acirradíssima entre os argentinos do Racing, de Avellaneda e o Celtic. No 1º jogo, vitória escocesa por 1x0, com gol de McNeill, no Hampden Park. No 2º jogo vitória dos argentinos por 2x1 (gols de Raffo e Cárdenas para o Racing e Gemmell para o Celtic) e um saldo negativo para a competição após 4 expulsões do time escocês e um objeto atirado da arquibancada que atingiu o goleiro Ronnie Simpsom. A 3ª partida, que foi em Montevidéu, teve vitória argentina por 1x0, com gol de Cárdenas. O gaúcho Cardoso (ex-Grêmio) era um dos meias daquela equipe.

O segundo título argentino veio em 68, com o Estudiantes de La Plata, ao vencer o inglês Manchester United na 1ª partida, no La Bombonera, por 1x0, com gol de Conigliaro e com um empate, no Old Trafford, de 1x1, com gols de Morgan, para os Red Devils e La Bruja Verón (pai do Verón atual) para o Estudiantes. No clube inglês figuravam os atuais campeões mundias pela Inglaterra Bobby Charlton e George Best e o escocês Denis Law, que eram chamados de The United Trinity. Pelo Estudiantes, além de Verón, Carlos Bilardo, futuro técnico campeão do mundo pela Argentina em 1986.

E para encerrar a década, em 69, o 1º título do atual recordista de títulos nessa competição: o Milan. Nesse ano passou a vigorar como critério de desempate o total de gols nas duas partidas. Na partida inicial, em Milão, o clube rossonero atropelou o bi-campeão das Américas, Estudiantes, pelo placar de 3x0, com dois gols do ítalo-brasileiro Sormani (chamado na Itália de Il Pelè Bianco) e um de Combin, um argentino naturalizado francês. No jogo de volta, no La Bombonera, vitória argentina por 2x1, com gols de Conigliaro e Aguirre Suárez para o Estudiantes e Rivera para o Milan. No geral, 4x2 para o time milanês.

Assim encerramos a 1ª década, com o placar de 6x4 para os sul-americanos:

2, Santos (1962, 1963)

Internazionale (1964, 1965)

Peñarol (1961, 1966)

1, Real Madrid (1960)

Racing (1967)

Estudiantes (1968)

Milan (1969)

Comentários
0 Comentários

Outros blogs

2leep.com
 
Pedro Pedreiro © 2010 | Designed by Trucks, in collaboration with MW3, templates para blogspot, and jogos para pc