Os melhores carros dos anos 90

Bom, seguindo à máxima de que se não pode vencê-los junte-se a eles, vou antecipar a 2ª parte dos posts sobre os carros que marcaram a minha vida. Mas desse vez vou mudar, pra não deixar nenhum “Passatista” ou “Golfzista” zangadinho.

Olha só quem vem por primeiro: PASSAT

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No fim dos anos 60, a VW adquiriu a NSU (Neckarsulm Strickmaschinen Union), fábrica também alemã. Com a compra desta montadora, a VW assumiu um projeto que a NSU possuía para substituir seu moderno modelo Ro 80, criando o K70, sedã de tração e motor dianteiro refrigerado à água, algo ainda inédito para a VW. Porém, o modelo não obteve um bom número de vendas e a VW precisava de um novo sedã médio. A Audi, já incorporada ao grupo VW, produzia um carro médio, 3 volumes, de linhas mais harmoniosas que K70. Este era o Audi 80. A VW, então, entregou a Giorgio Giugiaro, um dos mais conhecidos designers de automóveis do mundo, a missão de modificar o desenho do Audi 80 para que a própria VW produzisse um modelo feito sob a mesma plataforma. Giugiaro modificou a parte traseira da carroceria, criando um fastback . E assim surgiu o Passat. O nome, assim como Bora, Scirocco e Santana, é de um vento que sopra na Europa (neste caso, de leste para oeste), dando idéia de velocidade. Se tivesse sido criado no Rio Grande do Sul chamaria-se Minuano. Em 1973 o Passat chegava ao mercado alemão, iniciando sua história de sucesso.

O Passat no Brasil

Em junho de 1974, apenas um ano após o lançamento na Alemanha, o Passat chegava ao Brasil. Inicialmente foi oferecido apenas com duas portas, nas versões básica, L (Luxo) e LS (Luxo Super). Refrigerado a água, tração dianteira, estrutura monobloco (que até então só existia na Kombi), o Passat ia de encontro a todas as características básicas dos VW brasileiros até então. O motor 1.5, única opção, proporcionava 65 cv de potência. Bagual véio!

No Brasil, apenas duas primeiras gerações do Passat foram produzidas. A segunda geração é o nosso Santana, que nunca levou o nome Passat.). A primeira geração do Passat, com carroceria conhecida como “tipo 32”, foi produzida na Alemanha até o fim de 1980, quando sofreu grande reestilização e tomou as formas do nosso primeiro Santana. Lá, além da versão 3 volumes e perua que tivemos no Brasil, havia ainda a versão hatchback (chamada Quantum), com desenho mais parecido com a primeira geração.

 

ESCORT XR3

4564182182_e7fce0107e_o Foto: Renato Bellote

No ano de 1985 o Brasil passou por uma revolução. Em meio a tanta coisa diferente, a juventude tinha – praticamente – o mesmo sonho: o Escort XR3. Lançado em 1984 com o título de “Máquina Total” rapidamente ganhou os corações e mentes. Ayrton Senna foi o garoto-propaganda e o hatch da Ford chegou às lojas custando uma pequena fortuna. O motor CHT Formula conta com cabeçote com válvulas 40mm, comando com maior graduação, carburador Weber com venturis maiores, radiador de óleo e coletor especial, gerando 82,7cv (10cv a mais do que versão comum).

Quando foi lançado na Europa, no início dos anos 80, o esportivo da Ford se tornou o que podemos chamar de pocket rocket. Em outras palavras, um carrinho pequeno, com baixo peso e motores que estimulavam o pé direito a acelerar um pouco mais (e no tanque, um rebuliço).

Por aqui, o XR3 chegou causando sensação, mas nunca teve o mesmo apelo esportivo do primo europeu. Porém, trazia alguns diferenciais que o colocaram no topo da lista de desejos de toda a juventude. O capricho no acabamento era um deles, assim como o teto solar, item bastante requisitado na época. Dirigir o XR3 é voltar no tempo.

 

CHEVETTE

Falarei aqui de dois modelos em especial: o Chevette SL 77 e o SLE 87, carros que meu pai teve. Este último, o 87, retirado zerinho da concessionária, permanece em nossa família até hoje como o grande xodó de meu pai. Deosolivre alguém encostar!

O Chevette foi um carro que realmente conquistou o Brasil. Seu lançamento ocorreu em 1973 e foi fabricado até 1993, dando o lugar a linha Corsa. Foi um carro que vendeu bem e por isso ainda costumamos encontrá-los rodando pelas ruas (ainda são encontradas peças de reposição com facilidade). Uma característica marcante é a tração traseira. Em seu período de produção, passou por algumas reformulações em seu desenho/modelos.

 

Chevette Tubarão 1977

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Um dos modelos de Chevettes preferidos por colecionadores e apaixonados pelo carrro. Ganhou este apelido graças a sua frente (inclinada para dentro). É considerado por muitos o modelo mais bonito.

 

Chevette SLE 1987

Em 1987, o motor 1.6 era otimizado, passando a se chamar 1.6/S: redução do peso dos pistões e bielas, adoção o carburador de corpo duplo, e novo coletor de admissão. A potência subia de 73 para 81 cv. Confortável de dirigir, atrevido, porém bebedorzinho. Ganhou nova reestilização da  grade, párachoques de plástico e saia dianteira com novo desenho. Tmabém teve as lanternas traseiras levemente redesenhadas, retrovisores mais modernos, maçanetas pretas e novo quadro de instrumentos com mostradores quadrados e relógio digital.Em 12 de novembro de 1993, a produção do Chevette era encerrada, com o saldo positivo de 1,6 milhão de unidades vendidas.

Vale notar que o Chevette introduzido no Brasil é essencialmente o Opel Kadett geração "C", vendido na Europa. Conta-se que a GM não lançou o carro com esse nome no Brasil temendo algum tipo de problema ou associação com o governo militar então vigente no país. Anos depois, em 1989, o Chevette viria a coexistir com o Kadett "E" (lançado na Europa em 1984) no Brasil.

O da foto é o do meu pai. Carro que se mantém intacto até hoje.

2005maio28-110 Dia do meu casamento. Meu pai “adorou” a cagança que fizeram no carro. Mas o auge foi a idéia brilhante de um primo de esvaziar o extintor dentro do carro.

Continua…

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