De Meninos à Espartanos

16883779_d08b228fc4 Não adianta. Mais cedo ou mais tarde todo homem acaba tendo conhecimento dele. É a tomada de consciência de que ele existe, que nos eleva da categoria de “meninos ingênuos” à de “homens capazes” e completos. Agora não nos falta mais nada. Ele é nossa fonte de orgulho e fonte de prazer de nossas parceiras.

Quando somos jovens, ainda travamos com ele uma relação meio esquisita, meio desajeitada... A primeira vez é bem complicada. Quase assustadora. Quando a coisa ficava só na teoria era mais fácil. Você era o “expert”! Afinal de contas, quantas vezes nós já vimos outras pessoas usando ele. Não deve ser tão difícil.

No início é só você e ele. Só ele te satisfaz. Vocês dois conseguem se divertir e ter horas de prazer sozinhos. O uso constante dele vicia. Depois a gente vai pegando mais segurança, autoconfiança... Aí sozinho já não tem mais graça. Você começa a desejar aquela bela menina junto na sua brincadeirinha.

Mas peraí... Sozinho era mais fácil! Dava menos medo. Se algo não saísse como planejado tudo bem, afinal de contas era só você e ele mesmo. Agora tudo é diferente. Tem outra pessoa envolvida. Por mais que você saiba exatamente o que fazer, sempre existe o risco de não conseguir, ou pior, de fazer errado. Não se sabe direito o que pode acontecer durante o percurso. As pernas tremem e junto vem o medo de perder controle do corpo. Aí sim, tudo estará perdido! Temos que ficar atentos a tudo o que está à nossa volta... Será que estou indo rápido demais? Será que tenho que ir mais devagar? Será que este é um bom lugar para deixar ele?

A sabedoria popular nos garante que a prática leva à perfeição. É melhor acreditar então. Todo mundo fala que, quanto mais o usamos, melhor sabemos usá-lo. Espero não ser eu a pessoa que vai ser a exceção que valida a regra.

Tche, não bastasse tudo isso, ele ainda pode ser considerado como uma importante “arma de competição”. Quem de nós nunca desejou que ele fosse um pouco maior, ou então fez questão de exibir quando descobre que o seu é o maior que existe? Por mais que as mulheres digam que não ligam pra isso, que ele não é tudo, e toda aquela baboseira feminina, nós nos importamos e queremos sim ter o maior possível. Isso nos dá uma sensação de poder, eleva nosso status e nos torna especiais perante a sociedade. Se possível o ideal é ter um igual ao do filme que você alugou semana passada!

Quem de nós nunca, mesmo que o mais discretamente possível, deu aquela olhadinha pro da pessoa que estava ao lado, só a título de comparação? Ahhhh, vai dizer que nunca fez isso?

Como nada é perfeito, algumas vezes também nosso amiguinho nos causa algum problema. Com certeza, alguma vez na vida ele já deixou de funcionar, deixando o seu dono numa situação extremamente constrangedora. O que fazer nessa hora? A única coisa que nos resta é torcer para que isso nunca mais aconteça.

O tempo vai passando, a idade vai chegando, nossa habilidade com ele vai diminuindo. Seu amiguinho te deixa na mão com cada vez mais freqüência. Você procura especialistas… mas todos eles dizem que é assim mesmo, te cobram uma fortuna e mandam você comprar umas coisas que resolvem por algum tempo o problema do seu fiel escudeiro; mas é só por um tempo. Cada vez ele dá mais problemas. Chega num ponto que nem vale a pena gastar mais dinheiro nele. Você perde completamente o prazer de usá-lo. Foi bom enquanto durou. A única coisa que resta agora é lembrar os inesquecíveis momentos que você teve junto ao seu carro.

Rá! Já pensaram bobagem, né?

 

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